Apagar

Vamos preciso de você por perto
é bom saber aproveitar
sentir a essência de cada passo fúnebre
algo novo ao fim de um riso sóbrio
doce garota de palavras dançantes
faça que quer fazer
você tem as mãos e o eco dos dedos

ele abriu o porta malas
olhou a sua volta
soluçou suas últimas palavras
pensou em corpos estendidos pra secar
e algo como apodrecer derrepente

não havia carro
nem a sombra de um corpo
fresco a beira da conciência

ha pessoas brilhando em seu ego mofado
sintam suas mãos sobre o rosto

acído! regue seu espelho com anfetaminas
olhe sem medo agora!

isso depende da força da propaganda
sua leiga inocencia é a presa hostil
eles copulam suas máscaras á seculos
controlam suas vidas em um leve agito matinal

bombas em mochilas em ilhas paradisíacas
em pessoas que não saciam sua fome
bom elas sabem escrever seus nomes
vocês acham isso suficiente?

vamos doce garota enfeitiçada
eu gosto do peso do seu cabelo
e a forma que você abre os olhos
com medo de enxergar

tudo tem seu lado triste você não precisa fugir disso

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Iguais

há um lento amor escorrendo em sua angustia
uma espécie de penugem prorrogada
algumas joias de plástico contornam seu braço
então eu gostaria de ser algo mais

há uma escolha triturada escondida em seus lábios
algo entre orgulho e razão
ha algo tão docê em seu modo de olhar
que você poderia pisar em todos

enquanto a noite faz pinturas em minha janela
eu decoro as teias da minha sincera intenção
quando eles trocarem dragões por isqueiros
eles te fariam usar uma coroa de palha

então seriamos iguais

há algo tão triste ao abrir dos seus olhos
algo que derreteria o orgulho e razão
más pequenos ecos lunares em seu sorriso de enfeite
não me transformariam em algo mais

ha uma rara fraqueza brilhando em silêncio
então me faça sorrir então me faça enferrujar
pois agora voce dorme em uma torre

enquanto a noite faz pinturas em minha janela
eu decoro as teias da minha sincera intenção
quando eles trocarem dragões por isqueiros
eles te fariam usar uma coroa de palha

então seriamos iguais

então me faça sorrir ou me deixe enferrujar
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Gélido Distanciar

Ela esconde cores escuras em seus olhos
recua a lua em sua ardia libides
seus olhos podem cuspir ao céu
deixe me ver seus cílios dançarem
em uma suave margem atroz

flash's sem cores distorcem seu brilho
aonde seus pelos encontram meus porós
recite-me o som da manhã em seu hálito térmico
aceite meu gélido distanciar
você corroeu ao fundo um mundo interno

ela esmaga enfeites de vidro com o opaco da sombra
me faz transcender um lúcido altar
olhares em chamas não poder queimar o carvão
o terno tempo insano chegou
assiduamente ela foge
em seu sutil dispensar

deixe me ver seus lábios
tecerem as nuvens da minha respiração
deixe meus olhos doerem por sua constante ausência

o terno tempo insano chegou
você corroeu ao fundo um mundo interno
sem perceber

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Extinta viajem

eu sinto o cheiro da morte
seu ácido sabor em pálpebras transparentes
eu beijei sua coxa fria e úmida
seu áspero rubor em um intimo recolher
eu mordi sua língua e ela rugiu

ela tenta amparar
estes cálcios presos em sua falsa estranha armadura
todo os gratos exibem sua função
mulheres de estimação servem as agulhas
lutam por migalhas
toque sua testa
sintam seus ossos cristalizados
amarrem os cães
amarrem os cães

estamos agora deitados na grama
e nada mais arde nesse momento
e colheria plúvias poeiras azuis
se aquilo não acabasse ali

ela me hipnotiza eu posso sentir
o veneno em sua boca escorrer
eu almejo queimar pelas veias
suas ultimas doces palavras

sintam o analgesia em sua voz
ela senta em sua elástica espera
então me agarra pelos pulsos
a inesperada hora chegou

chegaremos como velhos estranhos
precisando de uma troca de informação
nunca nos enterramos em um toque reconfortante

vejo sua pálida feição se espelhar pelos dias
quatro dias e a vida tentou me assustar

viaje com a a morte por um longo sonho desesperado
quando tudo que você conhece partir
você pode recostar em seu ombro e cochilar
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Quando a lua partir

Em seus labios a poente umidade de flores amanhecidas
anciando o amargo sabor do sol
anunciam geadas petalas agonizantes
em seus olhos um deserto abrigo lunar
Em seus labios a poente umidade de flores amanhecidas

Antes de o brusco anoitecer chove
gotejam pequenas sementes frias

Antes de o fusco entardecer move
a lama enferrujada cortante
em meus dentes

Em seus labios a poente umidade de flores amanhecidas
vestida em chamas recua o silêncio
sem se mover
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O último poema

Uau quantas gaiolas em baixo da fumaça !
um suave passeio linear
sob os ombros de gandhi
quero uma fraca libertação
deixar a saliva verde escamada
secar

leia as lentes de Nietzsche
e lhe cause qualquer lenta preocupação

está é ultima voz da primeira manhã
está é a ultima facada a me tirar o quente dos olhos
o ultimo encontro com a morte
a ultima paixão
a ultima invocação aos antigos
o ultimo pedido a mente inquieta

o velho acidular ao canto da língua
vamos foder a morte
faze-la se apaixonar
faze-la implorar por mais

estou cansado de uma farta certeza inútil
enquanto os homens de lenta expressão
geram sua vida de enfeite
suas mulheres dançam em alguma cama

estou cansado do gentil ser mitológico
dançando em meu quintal
quero rejeitar a sua pálida veneração
quero a tristeza a ser consolada

quero caminhar com alguém ao meu lado
sobre qualquer noite atraente
quero dentes em minha pele
e uma vontade de não acabar

quero uma fraca libertação

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Frágil mártir

Eu olho pra você fingindo não sentir
meu corpo absorver
o seu frágil mártir

Más você parece não notar
ao me decapitar
em fugas quase mudas
chantagens de olhar

Deixo a sua voz me acordar
tenho as suas mãos ao meu dispor
seus lábios escorrem meu olhar
seus cílios destroem meu valor

Quero ser a pausa da respiração
ver a razão de tudo concordar
e que cada gesto mudo no seu coração
nunca te impeça de ficar

Não quero beijar apenas seu sorriso
preciso da tristeza pra te consolar
quero ensaiar a fundo seus perigos
eu não ligo se tudo falhar

Não quero moldar apenas seus defeitos
é o lindo jeito da imperfeição
quero os leves traços do seu rosto
entre o gasto gosto da paixão

Quero infringir sem pressa sua beleza
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Sonhos em naftalina

Eu soldei meus olhos
me mantive acordado por dias
consolidando desculpas a sua estima abatida

você vê o câncer com seu olhar deprimido
más ignora a vantagem dos seus parasitas
saboreando á dias o remorso e amoníaco
diariamente você lida com isso

eu pintei quase todo seu interior
paredes brancas
seu sono em respiração asmática

sonhos em naftalina
por um velho sono tranqüilo Sonhos em naftalina
Eu soldei meus olhos
me mantive acordado por dias
consolidando desculpas a sua estima abatida 

você vê o câncer com seu olhar deprimido
más ignora a vantagem dos seus parasitas
saboreando á dias o remorso e amoníaco
diariamente você lida com isso

eu pintei quase todo seu interior
paredes brancas
seu sono em respiração asmática

sonhos em naftalina
por um velho sono tranqüilo
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Mapa

Se eu me sentisse um pouco melhor
eu sorriria tranquilamente
más as dores noturnas
amanhecem mais fortes

eu te daria os meus rins
roubaria a sua dor
seria um analgésico
injetado em sua mente

eu beijaria a morte por você
pois seu sorriso esconde meus ossos
e apenas minha estranha feição anêmica
é o que eu posso te dar

se eu pudesse ser melhor
eu dormiria todas as noites
más os furos dos braços
apenas passam para os tornozelos

preciso de uma nova droga
pontas de pedras e vidros quebrados
efeitam meu estomago

as macas são iguais
apenas dias para abreviar
este é o mapa
que eles nunca mostram
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Inalcançável descongelar

paramos em uma tardia madrugada gelada
para avaliar quem somos
quem temos sido por estes dias de puro egoísmo
o peso póstumo das decisões
nos cai monstruosamente
somos delinquentes de nosso nômade destino assustado
e tudo doí, tudo uma hora falha
tudo acaba por falhar na mesma hora
existe uma parte sutil de uma antiga memória
que torna-se triste
tão inalcançável e inquieta
necessitamos desesperadamente voltar
más os anos seguem apenas sua fiel direção
somos apenas crianças em um longo jogo atraente
corremos impacientes para um lugar seguro
esperando o sol sobre os olhos descongelar
deitamos em nosso sonho empalhado
queremos, tememos querer
na linguagem crua da distante ausência
nossa alma envelhece
e tudo doí
na solidão tudo doí
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