Pós mundo

Somos seres em uma permanente decomposição
A cada dia uma parte a mais está caindo sobre algum lugar
Somos selvagens imunes a nossa própria existência.
Somos nada mais do que seres incompreendidos
Presos em nossos próprios limites.
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Uma procura em frente ao espelho

Não quero ser você
Más de mim não sou ninguém
Um outro em outra hora
Ele em quase alguém
Quero ver-me em outro corpo
Com outros olhos me enxergar
Penetrando desconforto
De nunca me encontrar
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Distenção

dramartugia shakespeariana
dentes caindo ao absimo de freud
fure minhas veias e destrua seu orgulho
eu não tenho muito dinheiro
más sou meio narcisista as vezes
(sempre perco)

recoe pra trás não cruze
esta linha cinza
nauseas matinais e
acido lisergico
você sempre teve razão

estou preso em um circulo de sal
e não há saida
e não há saida
eu sou tão inuti por aqui
decretei sua anistia

vamos tomar sedativos
com cereais
cuidado com os vidros
em minha bebida

faça suas orações dividas
para enternidade
clareei tão fundo
eu tocaria sua sombra
eu trocaria seus rins

pessoas mediocres respíre
com elas
eu não serei assim
auto ponto de vista

fumaça acoada no
céu da minha boca

estou preso em um circulo de sal
e não há saida
e não há saida 
eu sou tão inuti por aqui
decretei sua anistia
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Procura

Eu te procuro no auge da minha embriaguez
coberta com o fútil véu da noite
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Talvez

Talvez na minha pequena caixa de egoísmo
eu possa te guardar
E tudo que pensei em te dizer eu possa
te falar
Quero que faça das minhas palavras
algo tranquilizador e que nos inúteis dias
de chuva você me fale de amor
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Ausência

Eu tento alcançar imensa
ausência de qualquer lugar
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Recém chegado ao retorno

o desespero tomou conta dos outdoors
e o sangue era apenas uma mancha em luz
ele chegou ate as paredes e se viu refletido

fascista em transe recolhendo lixo
pelas ruas molhadas
as toalhas caíram sobre seus pés

não passava da meia noite
e a grande espera
se transformara em um diluvio
-não suba as escadas antes
dos portões abrirem!

não haverá retorno
_agarre sua camisa de força
e grite a liberdade!

um por do sol ao meio dia
um olagrama rasgado pela metade
gigantes repousaram sobre as motanhas
e sua medalhas brilharam
como sua covas

os marquêses ignoram-se em frente
ao espelho
dividindo seu único seguro
-eu não me tornarei um deles!

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Soneto da madrugada

Uma leve desfalgia que me impede de
Regurgitar as flores que mantiam-me aquecido
Rupturas morbidas cercam-me
Como o quebrar de uma nuvem
Quero fundir-me com o vento destilando o leve
Sabor amargo Do Amor
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Liberte-se

Entre o escárnio de um mundo distante
Estrelas redecoravam uma nebulosa visão
O som do vento ecoava em seu próprio refugio
Devastando todos os seus sonhos
A noite é longa penetrante em suas cores

Apenas agredidas palavras
Entre campos cinzentos
Apenas o escuro em pequenos feixes de luz
Apenas a fumaça procurando pelo ar

Entre o escárnio de um mundo distante
O alimento regado ao vapor
Se desfunde em um claro lamento impiedoso
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Ecos Do Sol

Anestesiado pelos raios impuros
que cruzam lentamente o céu
em meus olhos a dor se camufla
disciplinada-mente corroendo
a falha retina de uma turva visão
inconsciente
ainda não passa das 22:00 más
o sol consiste em queimar minha sombra
derretida aos ecos transparecidos
do amanhecer
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