O Poeta Insano


Não há ninguém mais louco que o poeta, Que sofre por vontade, Que sente o que não entende, E consegue compreender .Esse alguém estranho, Que se fere para aprender. Sofre com amores que nunca existiram.  Aquele que escreve, Inventa sua alegria, e faz escorrer lágrimas frias. E num momento de euforia Esquece o que é viver. Em tua mente há batalhas, E os olhos da criança inocente gritam socorro.E o som que sai de tua garganta e fere tua boca, Sai entre pontos e vírgulas.O poeta é louco.  Insano. Pega as dores do mundo, E transforma em simples palavras. E numa dessas, de sentir o que não deve, O poeta se perde, Num mar de sentimentos, E se afoga naquilo, Que ele simplesmente Nunca sentiu...



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Hoje


uma dose de whisky
mais uma cerveja
outro cigarro
sozinho.
Todos que estavam comigo se foram.
Não me permito chorar.
Sozinho e a mesma desculpa:
" encontrar o que preciso"
Já experimentei todas as fugas,
fico com minhas paixões.
Caso eu chore hoje é para acordar amanhã mais limpo.
Não deixo tempo para a saudade.
Há algo no meu espírito 
que diz: "não tenha medo dos seus impulsos
não tenha medo da vida que te rege
temos o mesmo sonho
sonhamos com a liberdade que só a felicidade 
pode proporcionar 
não guarde rancor de ninguém
se multiplique"
Ouço com clareza.
Mais vivo que ontem.
Sem pressa, vou como quem sonha chegar.







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ALÉM DA IDADE


passei de além da idade
de me tornar eu mesmo
só por orgulho ou vaidade

vivo na supressão, não sendo
o que meu âmago assola
assim me descompreendo

já cedi ao tempo a pele rósea!
não quero mais dúvidas agora
só ser o ser que senta e olha...





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Turista da Paixão

Sinto a tal saudade imensa 
carregando meu primeiro amor
nas pontadas de uma enorme dor
sem sentir sua presença 

levemente meu corpo percebe sua ausência 
lembrando que não fui sua preferencia
ao invés do contrario 
fui apenas um otário

lembranças vão e vem
acelerando cada partícula como se fosse um trem 
em sua mudança em sua opção
só me resta lembra do meu não, 

uma garota, mais não uma qualquer
aquela que estou vendo se torna uma mulher
nunca vou ter oportunidade de alguém igual 
pois foi você que deixou manchas fatal 

poucos momentos que se tornaram eterno
de poco em poco tão  escrito em meu caderno

lendo meus versos, viajo em uma sinfonia
lembro da mais pura alegria
que pouco durou
mais fortemente me amarrou

com amor e agonia espero voltar naquele dia
só para te abraçar e dizer o quando é duro viver sem você
pois nem o álcool consome meu amor,
e estou partindo sem esboçar nenhum temor 

não espero um alguém diferente 
pois por você meu amor será para sempre
sonho com você dia apos dia
pois em você escrevo minha teoria 
de amor e agonia
sobre um alguém que foi feliz algum dia !

pedir para voltar jamais
pois está feliz com outro rapaz
e esta tarde demais

sinto muito por ter brincado
pois hoje em dia eu que estou machucado


sou apenas um turista da paixão,
espero também ter marcado seu coração 
que me faz lembrar esse vazio
que me endurece e deixe meu corpo frio  [...]






                                                                                                                                                   
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Trágico Reflexo


Sair de casa é tão dificil
quando pontes se transformam
facilmente em precipícios
Ei, minha amiga tão distante
Passeia em seu país capitalista
divide seu sorriso com os mendigos
que bêbados enfrentam alquimistas
Ei, minha tão distante amiga
vaga livre certa de um destino
volta para casa distraida
com um bang-bang clandestino
Olhou mais uma vez em seus espelho
vestiu-se em mil estrelas de alumínio
sorriu entorpecida pras paredes
cintilantes de poeira e fungo
Calçou os seus sapatos quase limpos
usou de fato o velho e mesmo brinco
e se achou igual a todo mundo
Ei, minha distante tão amiga
No parapeito se debruça na janela
espera toda noite na avenida
que sorrindo algum rapaz olhe pra ela
Com seu andar de mãos e anfetaminas
esbarra distraída pelo povo
faz planos de reconciliação com sua auto-estima
planeja a compra de um espelho novo
Olhou pela primeira vez em seu espelho
vestiu-se em mil estrelas de papel
sorriu agradecida pra paredes
brilhantes de alvejante e marcas de pincel
calçou os sapatos de um comercial
e se sentiu a estrela principal








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Mais uma Vez



Novamente na estrada da vida
procurando uma alma perdida
aplaudindo o inaceitável
acreditando no inacreditável 

mais uma vez meu eu, sozinho em algum canto
pois perdi completamente seu encanto
numa estrada abandonada 
como uma pessoa amaldiçoada 

mais por onde esta minha calma
se já desisti de procura minha alma
seu brilho é a unica coisa que me resta 
se você foi a mais honesta

mais sei que está,

nas suas esquinas frias e mofadas
nos seus olhos cansados e furados
nas suas mãos trêmulas e enrugada
está a alma mais amada, e bem guardada
por um amor que breve virá ! 





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Fumus Newcomen




A escolha inexistente
mora com o inevitável
cada ato inconsequente
rege o tato incontrolável

Nos limites lineares
a ferrugem no sabor
oxida a vantagem
de um beijo a vapor

O comando é sempre igual
entre a máquina e a mão
O amor é punhal
amolando a solidão

O presente mora sempre
no próximo dia
o passado é emergente
e o futuro é o que eu faria

Cada ato inexistente
é um arrependimento
de um 'seria diferente'
se me Coubesse o tempo

Mas o beijo imediato
é a retribuição
em um jeito de estar grato
por um pouco de atenção







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Nunca Mais


Se afaste de tudo em mim
não quero te intoxicar
sombras em naftalina
decoram o meu paladar

Eu menti e entrei no seu mundo
camuflado com os olhos de alguém
eu dilacerei o seu gosto
enquanto eles diziam amém

Eu troquei minha alma
por algo que eu queria ser
E mantive a calma
de alguém que evita nascer

Aquele beijo pagão
na noite daquele lugar
ela me deu a canção
e me ensinou a tocar

Se aproxime de alguém
que seja como você
me esqueça e aqueça alguém
que não se importe em tremer

Eu troquei minha alma
por algo que eu queria ser

E mative a calma
de alguém que evita nascer








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Perdido


Doce tal como a bruma fúnebre
vou exorcizar você de mim
é orgulho esvaído
remorso remetente
sentir já não me cabe
sorrir é falsidade
inexistente

Me perco entre seus olhos
cílios distorcidos
me torno tão etílico
e relaciono é relativo
não vejo nada em tudo que construo
Então me lembro e sempre me destruo

É sempre o fim e morte que não chega
recebo o que procuro é só soberba
me sinto inseguro incapaz
não minto
não reajo 
não sou mais




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Coma


Parece estar dormindo
Mas os olhos permanecem abertos
Espectros de um sonho que morreu
E apodrece nesse corpo deserto
Árido e seco, onde nada germina
- nem mesmo a dor

Você ainda enxerga e escuta
Mas já não muda nada ao seu redor
Um mero fantasma que transita
Sem habitar nenhuma memória
De compaixão ou rancor

O sangue aguado que te rega
É veneno que carrega em suas veias
De que vale um coração que bombeia
Quando não se ama?
Você pensa que está vivo
Mas sua alma está em coma.



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