Paraíso Destruído


 


Eu destruí meu mundo

e cavei minha própria sepultura;

em cima de um túmulo imundo

jaz uma pequena escritura.


"Tão jovem e tão acabado,

tão inteligente e tão derrotado."

Fiz escolhas às quais me mudou;

fui para as trevas da minha mente

e todos de mim se afastou.


Me tornei alcoólatra e só,

versos que queimam meu coração,

sobre amor, desilusão e escuridão.


Os dias caem como folhas secas,

cravando farpas na pele do tempo.

O que sobrou não é vida,

mas um eco que se agarra ao vento.


As garrafas, guardiãs do vazio,

segredam promessas que nunca cumprem.

Entre um gole e outro, vejo fantasmas,

rostos que antes eram lume.


No espelho, um estranho espreita;

seus olhos são rios sem margem.

Toco meu rosto, mas é lama,

o peso de minha própria viagem.


E então, na última gota da noite,

onde o silêncio afoga a razão,

uma pergunta se eleva no escuro:

é um fim... ou só ilusão?


Talvez eu esteja apenas sonhando,

mergulhado num coma de fuga,

onde cada verso é um suspiro

e a vida é a pena que me julga.

Autor: Kaique ~ Um blog dedicado a compartilhar a beleza das palavras através de poesias que emocionam e inspiram.

Artigo Paraíso Destruído Este artigo foi publicado por Kaique No dia terça-feira, dezembro 10. Espero que esta poesia seja útil. Agradecemos pela sua visita, fique à vontade para deixar um comentário. Já há 0 comentários: na postagem Paraíso Destruído
 

0 Comentários:

Postar um comentário