O último poema

Uau quantas gaiolas em baixo da fumaça !
um suave passeio linear
sob os ombros de gandhi
quero uma fraca libertação
deixar a saliva verde escamada
secar

leia as lentes de Nietzsche
e lhe cause qualquer lenta preocupação

está é ultima voz da primeira manhã
está é a ultima facada a me tirar o quente dos olhos
o ultimo encontro com a morte
a ultima paixão
a ultima invocação aos antigos
o ultimo pedido a mente inquieta

o velho acidular ao canto da língua
vamos foder a morte
faze-la se apaixonar
faze-la implorar por mais

estou cansado de uma farta certeza inútil
enquanto os homens de lenta expressão
geram sua vida de enfeite
suas mulheres dançam em alguma cama

estou cansado do gentil ser mitológico
dançando em meu quintal
quero rejeitar a sua pálida veneração
quero a tristeza a ser consolada

quero caminhar com alguém ao meu lado
sobre qualquer noite atraente
quero dentes em minha pele
e uma vontade de não acabar

quero uma fraca libertação

Autor: KaiiqueTricolor ~ Um blog dedicado a compartilhar a beleza das palavras através de poesias que emocionam e inspiram.

Artigo O último poema Este artigo foi publicado por KaiiqueTricolor No dia quinta-feira, março 8. Espero que esta poesia seja útil. Agradecemos pela sua visita, fique à vontade para deixar um comentário. Já há 0 comentários: na postagem O último poema